painel de acrílico

A paralisia da economia, no final de março, com a quarentena para conter o avanço do coronavírus e preservar a saúde das pessoas pegou empresários e empreendedores de surpresa. O otimismo do início do ano, com o aumento gradual dos negócios, deu lugar à preocupação com a queda nas vendas.

Foi o que aconteceu com o empresário Rodrigo Zingoni, dono da Prospecto Comunicação Visual, empresa de Hortolândia, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), fundada em 2001. Nos primeiros dias da quarentena chegou a ficar preocupado com o negócio e o futuro de nove funcionários. “Até pensei que poderíamos fechar as portas”, conta.

A preocupação momentânea deu lugar à reinvenção. Com o mercado de comunicação visual praticamente parado, ele viu na área de proteção, com o comercio buscando produtos de barreira, um nicho de mercado capaz de manter a empresa viva.

Barreiras de Contenção

Ele aproveitou parte de sua estrutura para desenvolver barreiras de contenção para segmentos como o varejo, corporativo e industrial. Dali nasceu produtos como divisórias para mesas de refeitórios, estação de trabalho, mesas de atendimento, balcão de recepções e até para manicures e motorista de aplicativos; protetores faciais; totens álcool em gel com acessibilidade para cadeirante, idoso e criança..

“Em três semanas já estava com um logo da nova linha pronto, página na internet, protótipos de todos os produtos, folders digital, redes sociais e precificação de todos os produtos prontos”, conta. “Foi um período árduo, a ponto de quase desistir de tudo”.

Mas o sacrifício e a reinvenção valeram a pena, admite. Estes novos produtos de saúde, garante, já representam mais de 42% do faturamento da empresa, devendo chegar a 55% até o final de junho. “Sei que esses são produtos com certa validade de utilização. Porém praticar a reinvenção é saudável no mundo do empreendedorismo. E dessa forma extremamente forçada gera muito trabalho e ansiedade, porém no final sempre contribui para o crescimento da empresa e da gestão.

Negócio Por Delivery

Assim como Zingoni, Roger Antonio Domingues, criador da rede de hamburgueria Lanchão, fundada há 30 anos em Campinas e hoje com 40 lojas espalhadas pelo Brasil, também aproveitou a crise para criar um novo modelo de negócios. Além da franquia, que exige altos investimentos, em poucos dias transformou um plano em realidade ao lançar o Lanchão em Casa, um projeto de baixo investimento de uso da marca.

O modelo, com R$ 5 mil de investimento inicial e uma estrutura enxuta na própria casa, cardápio reduzido de produtos e vendas através de aplicativo, ja teve seis pontos comercializados e inaugurados em menos de dois meses.

“O Lanchão em Casa tem como foco pessoas que nunca tiveram experiência com o negócio de lanches e precisam começar algo do zero e bares e restaurantes que pensam em retomar seus negócios após a pandemia com uma segunda ou terceira marca voltada apenas para o e-commerce”, explica o empresário.

Toda a estrutura e forma de operação foram pensadas em simplificar a vida do empreendedor que está iniciando e da empresa. Em ambos os casos, é preciso somente ter uma cozinha, um forno microondas, panelas, liquidificador, uma chapa, facas e algumas peças de cozinha e um computador com internet.